Minha Terra Natal

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Autoria | Um Loriguense

Criado em | .

Estilo poético | Prosa

No ventre da montanha nasceste,
e te puseram o nome de Loriga.
Dos Celtas e dos Lusitanos foste baluarte.
De Viriato foste berço.
Quantos anos tens?…
Como nasceste?.. Como cresceste?..
A tua idade se perde na noite dos tempos,
e até o teu nome é milenar.
No rasto da tua história de séculos,
deixaste marcas de um honroso passado,
ainda hoje bem visíveis no teu burgo.
E quis a mãe natura emoldurar-te,
num quadro de fascínio e beleza,
tão real, que és uma festa para a vista.
Maravilha do Portugal desconhecido,
ainda hoje esperas que te lancem,
nos caminhos de um promissor futuro.
Vila industrial desde o início do século dezanove,
e os socalcos,falam do génio dos Loriguenses.
Tu és montanha, granito, ravina, fraguedo,
cascata, ribeira, socalco, encosta, agreste,
com odor a rosmaninho, urze, giesta, alecrim.
No Verão és terna, fagueira, atraente,
hospitaleira, luz e cor, com cheiro a verde pinho.
E de espectaculares pores do Sol.
Na amenidade do Estio, ouve-se o canto
dos grilos e cigarras e o doce rumor
das tuas águas deslizantes rumo ao mar,
e dos trinados das aves que cantam.
Mas no Inverno, também és, tempestade,
torrente, nuvem, relâmpago, trovão, raio, corisco,
chuva, granizo, neve, gelo e frio intenso.
E continuarás crescendo dentro do espaço,
que a lei natureza te impôs por limite,
cabendo às vindoiras gerações que te esperam,
a preservação da tua imagem física,
continuada através dos tempos sem fim.

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