Ode ao Filarmónico da Banda de Loriga

ÍNDICE Versos a Loriga « anterior |

seguinte » Veneração

Autoria | Mário Gonçalves da Cruz

Criado em | .

Estilo poético | Versos rimados

Vestes uma farda e não usas armas.
Com ela vestida, dá alegria e não temor.

E nelas tens escrito o nome de Loriga.
Vestes uma farda, e não és autoridade.

Com ela vestida utilizas uma arma,
Chamada instrumento musical,
Que em vêz de mortais balas,
Dele saem maviosos sons,
Que dão esperanças a um mundo melhor.

Tocando o teu instrumento,
Abres o coração das gentes,
Despertando nelas,
O encantamento, a felicidade,
E a doce ternura,
Do meigo sorriso das crianças.

Ès assim um embaixador de Loriga,
Nas terras que visitas ou voltas a visitar,
Onde és recebido e acarinhado,
Com se fosses um ente querido,
Que anseia por tornar a vê-lo.
E todos os anos cumpres a tua missão,
Vestindo a farda da Banda de Loriga.

Bem hajas filarmónico, que te não cansas
Do bem fazer, com o instrumento que tocas,
Levando contigo a alegria, o amor e reconforto,
A tantos e tantos deserdados,
E humildes como tu,
Suavizando-lhes com a música que executas,
O travo amargo deste mundo cão,
Em que vivemos.

Vão para ti, filarmónico da Banda de Loriga,
Todos os louvores e gratidão que mereces.
São para ti o reconhecimento,
È valor que te enobrece.

Honra pois a música que te inclementa
Honra a farda da Banda de Loriga, honra.
Honra a terra que te serviu de berço, honra.
Que por orgulho, Loriga te contempla.

______

Comentários a este poema

Adicionar um Novo Comentário
Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 License