Poema a Loriga com Neve

Autoria | MMLA

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Estilo poético | Versos rimados

Loriga fica branquinha
Quando a neve na rua cai
Branca e leve, branca e fria
E há tempos que não via
Como é bela, é bela de mais.

Cai a neve devagar,
Até parece algodão,
Vem em flocos no ar,
Forma-se em gelo no chão
Há quem vá nela escorregar

A paisagem até então verde,
Fica de branco caiada,
Como na tela se perde,
O branco, quando é pintado
Com tanta beleza pelejada

Olho através da vidraça,
Pôs tudo da cor de linho
Passa gente, e quando passa,
Seus passos imprimem a traça
Na brancura do caminho.

Fico olhando estes sinais
De pobre gente que passa,
E, noto por entre os mais,
Uns traços miniaturais,
Duns pezinhos de criança.

E os pezinhos pesarosos
A neve deixa ainda vê-los
Primeiro bem definidos,
Depois em sulcos compridos,
Porque não podia ergue-los

É assim imagens invulgares
Na minha terra quando neva
Falo da vila de Loriga
E da Serra da Estrela,
Que hoje de neve está coberta

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