António Ambrósio de Pina

António Ambrósio de Pina nasceu em Manaus, Brasil, sendo filho de António Ambrósio de Pina e Maria dos Anjos de Brito Moura Frade.

Com apenas com três meses de idade, os pais, até então emigrados no Brasil, trouxeram-no para Loriga onde cresceu e fez a escola primária. Logo após completar a escola em Loriga foi para o Seminário da Costa em Guimarães, onde fez todos os seus estudos menores. No ano de 1936 entra para a Companhia de Jesus e, no ano de 1940, concluiu o Curso Superior de Letras e Humanidades para, de seguida, entrar na Faculdade de Filosofia de Braga onde conclui a sua licenciatura em 1944.

Em 1947 transferiu-se para Barcelona, Espanha, a fim de frequentar a Faculdade de Teologia de Sarriá onde é formado em 1950, passando depois para a Faculdade de Teologia da Universidade Pontifica de Salamanca onde termina a tese do seu doutoramento. Durante alguns anos dedica-se ao apostolado nesta cidade espanhola a favor dos mais carenciados.

Regressa a Portugal e organiza as comemorações do XVI Centenário de Santo Agostinho na cidade de Braga, participando ainda no I Congresso Nacional de Filosofia, também realizado nesta cidade. Professor na Faculdade de Filosofia de Braga, veio a notabilizar-se através dos anos como escritor, historiador, poeta, artista plástico, pensador, teólogo, sendo ainda um dos maiores colaboradores nos vários órgãos da imprensa religiosa nacional e espanhola, com numerosos trabalhos científicos no campo da Filosofia e Teologia, traduzidos em várias línguas.

Apesar de estar sempre afastado de Loriga, pensava muito na terra que dizia também ser sua, sendo para ele alegria imensa ao encontrar-se com seus conterrâneos. Enquanto sua irmã Rute Ermelinda foi viva, assim como outros seus familiares próximos, visitava regularmente a sua terra, por vezes passando até curtas férias. Depois deixou de ir à terra que ele tanto adorava, no entanto foi mantendo sempre alguma correspondência com um seu primo e amigo, ao qual enviou um dia uma declaração escrita, no sentido de quando ocorresse o seu falecimento, o seu corpo (ou restos mortais) fossem levados para a sua querida Loriga e que fossem sepultados no túmulo da mãe. Talvez por conhecimento tardio em Loriga da notícia da sua morte, o seu corpo viria a ser sepultado no cemitério do Monte de Arcos em Braga no talhão dedicado aos Padres Jesuítas, não sendo aceite pela Companhia de Jesus a declaração apresentada posteriormente, mas ficando em promessa, de essa declaração ser considerada para anos mais tarde.



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