José de Moura Carreira
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José de Moura Carreira é filho de Loriguenses. Nasceu em Belém, Estado do Pará, no Brasil, mas aos 12 anos veio morar para Portugal com a família. Passou grande parte da juventude morando e estudando em Coimbra e depois em Lisboa. Nas férias escolares, aproveitava para desfrutar das belezas de Loriga, onde nasceram seus pais, Mário Fernandes Carreira e Alzira de Brito Moura.

Em 1926, o pai emigrou para Belém aos 16 anos por causa das dificuldades económicas que assolavam Portugal na época. No Brasil, desenvolveu suas actividades como comerciante. No final da década de 1930, mandou buscar Alzira, a sua esposa. Apesar da família morar em Belém, Mário Carreira queria que os filhos estudassem em Portugal. Foi assim que José e o irmão mais novo, António, vieram para a terra natal dos pais.

Antes de voltar para o Brasil, aos 25 anos, o jovem José ainda serviu no exército português. "A chamada Guerra Colonial que Portugal enfrentou na década de 1960 forçou-me a largar os estudos ainda no primeiro ano de engenharia", referiu. José frequentou o Curso de Oficiais Milicianos e chegou ao posto de Alferes (2º Tenente). Foi enviado para Moçambique, onde ficou até 1966, quando retornou a Lisboa e, em seguida, para Belém.

Depois de mais de 10 anos em Portugal, José conta que não teve dificuldades de se readaptar à terra natal, não só pela hospitalidade do povo, mas também pela afinidade da capital paraense com as cidades portuguesas onde morou. "Havia um ‘quê’ de ‘portugalidade’ que pairava no ar.", diz, referindo-se a Belém de antigamente, quando a paisagem arquitectónica da cidade, mais do que hoje, ostentava um amplo cenário que remetia às construções lusitanas.

"Se Belém não é a mais lusitana das cidades fora de Portugal, é, certamente, uma delas, apesar de muitos dos nossos antigos e belos prédios já haverem sido demolidos pelos perversos efeitos do boom imobiliário e também pelo descaso de administrações insensíveis a preservação de nossa paisagem histórica.", critica o aposentado que até hoje mantém seu coração dividido. "Com precisão geométrica, uma parte é lusitana e a outra belenense, ou vice-versa", diz.

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